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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Rondônia entre os estados que menos desmatam

A Amazônia perdeu 157 quilômetros quadrados de floresta no mês de maio, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (3), pela ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).

O número representa queda de 47% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o desmatamento detectado foi de 294 quilômetros quadrados.

Com índice de 8%, Rondônia está entre os estados que menos desmataram, seguido do Amazonas (5%), Tocantins (2%) e Acre (1%). Porém, segundo a escala dos que mais desmataram, Pará (37%) foi esta em primeiro lugar, acompanhado de Mato Grosso (27%) e Roraima (20%).

O Imazon ressalva que devido à cobertura de nuvens, não foi possível monitorar 43% da Amazônia Legal. A região não mapeada corresponde à quase totalidade do Amapá, 68% do Pará, 48% do Amazonas, 41% do Acre, 38% de Roraima e 35% de Rondônia.

Por outro lado, apenas 5% do território do Tocantins e de Mato Grosso estavam cobertos. Além disso, parte do Maranhão que integra a Amazônia Legal não foi analisada. As florestas degradadas (que estão sendo exploradas pelo homem, mas ainda não foram totalmente derrubadas) também foram monitoradas.

Elas somaram em maio de 2009 215 quilômetros quadrados. Desse total, 81% ocorreram no Mato Grosso, 13% no Pará, 4% em Rondônia e 2% no Amazonas.

Conforme relatado, Roraima permanece a maior parte do ano coberto por nuvens, dificultando o monitoramento do desmatamento. No entanto, em maio de 2009, houve uma redução da cobertura, possibilitando o monitoramento em 62% do seu território.

Por isso, parte do desmatamento detectado nesse período pode ter ocorrido em meses anteriores. O desmatamento acumulado de agosto de 2008 a maio de 2009 é de 1.084 quilômetros quadrados. Em relação ao desmatamento ocorrido no mesmo período do ano anterior (4.143 quilômetros quadrados) houve uma redução de 74%.




sexta-feira, 5 de junho de 2009

Governo federal propõe mais integração entre estados da Amazônia


Brizza Rodrigues
Na audiência pública, o deputado Eduardo Valverde (3º E/D) cobrou do governo efetivação dos planos de desenvolvimento.
O governo federal considera a falta de integração entre os governos dos estados da Amazônia como um dos pontos que dificultam a implementação de planos para o desenvolvimento da região.

A constatação foi apontada nesta quinta-feira por três representantes do governo. Eles participaram da audiência pública que discutiu a articulação de programas para a Amazônia, promovida pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional.

Segundo o diretor da Subsecretaria de Desenvolvimento Sustentável, da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, Alberto Carlos Lourenço Pereira, é difícil para o governo federal implementar ações em áreas de baixa governança e, por isso, deve ser construída uma articulação com os estados.

O assessor da Subchefia de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, Johaness Eck, também apontou o problema de interlocução com os estados como desafio a vencer para desenvolver a região.

Já o diretor de planejamento da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Pedro Pepeu, afirmou que os estados amazônicos vivem de costas uns para os outros e possuem mais relações econômicas com estados do Sul e do Sudeste do que entre si.

Mais coordenação
Apesar do diagnóstico apontado por eles, o deputado Eduardo Valverde (PT-RO), que sugeriu o debate, cobrou um trabalho de coordenação do governo federal e formas de tornar efetivas as ações previstas em planos de desenvolvimento. 

"Existem obras de infraestrutura [construção de rodovias, pontes, hidrelétricas] em andamento que estão impactando a vida das pessoas, a estrutura ambiental e urbanística da região. Um exemplo é a construção do complexo hidrelétrico do Madeira, em Rondônia", disse.

"O que queremos é fortalecer o impacto positivo dessas obras e reduzir os negativos. Os 30 mil trabalhadores que serão incorporados à construção do complexo do Madeira deverão ser inseridos depois no mercado de trabalho." 

Programas
Um dos programas do governo federal para a Amazônia é o Plano Amazônia Sustentável (PAS), lançado em 2008. Entre seus objetivos, está a promoção do desenvolvimento sustentável com valorização da diversidade e redução das desigualdades regionais. 

A região conta ainda com o Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Noruega já fez uma primeira doação ao fundo, de 110 milhões de dólares, em março deste ano.

"A doação não significará perda de soberania brasileira sobre a região, pois o BNDES definirá a forma de alocação dos recursos", explicou o diretor do Departamento de Políticas para o Combate ao Desmatamento da Secretaria-Executiva do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Oliveira Pires, em resposta ao deputado Marcio Junqueira (DEM-RR).

Outro programa em fase de elaboração é o Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA), que está sendo elaborado em reuniões com secretários dos estados da região e representantes de ministérios e deverá ser concluído em agosto.

O diretor de planejamento da Sudam, Pedro Pepeu, explicou que os objetivos do plano incluem o fortalecimento da regularização fundiária e do turismo, a melhoria da infraestrutura de transporte e das cadeias produtivas, a geração de emprego e renda, a redução do analfabetismo.





quinta-feira, 16 de abril de 2009

CHUVAS NA AMAZÔNIA DEVEM AUMENTAR NOS PRÓXIMOS MESES

As chuvas que atingem a região Norte nos últimos dias e que já deixaram milhares de desabrigados devem se agravar até junho, mês de maior alta do nível dos rios da Amazônia. A capital do Amazonas, Manaus, deve enfrentar a pior cheia desde 1953, com elevação de mais de 3 metros no nível do Rio Negro, que corta a cidade, como adiantou ontem (14) a Agência Brasil. 

Não queremos fazer catastrofismos, mas pelo andar da carruagem, a situação é muito preocupante , avaliou hoje (15) o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Em 1953, o nível do Rio Negro chegou a 29,68 metros, número que pode ser superado este ano, de acordo com as previsões do Serviço Geológico do Brasil. A persistir a tendência, com 70% de probabilidade de acerto, o nível do rio pode ficar entre 29,33 metros e 30,03 metros , detalhou o diretor-presidente da entidade, Agamenon Dantas.

Nos últimos meses, o volume de chuvas em algumas regiões da Amazônia chegou a ficar 500 milímetros acima da média nos primeiro trimestre do ano. A previsão para Manaus nos próximos 7 dias é de 400% a mais de chuva que o normal para o período.

Segundo o superintendente do Serviço Geológico em Manaus, Mauro Oliveira, se o nível do rio chegar ao patamar da cheia de 1953  29,68 metros  a inundação afetará pelo menos 50 mil pessoas na capital, principalmente a população que vive em palafitas ao redor de dois grandes igarapés (braços do rio) na área urbana. 

De acordo com o ministro do Meio Ambiente, as autoridades estaduais e municipais já foram alertadas para o risco do desastre. Queremos evitar que se repita a tragédia que aconteceu em Santa Catarina. Dessa vez não se poderá dizer que foi por falta de aviso. Avisamos com 60 dias de antecedência , apontou. 

A Secretaria Nacional de Defesa Civil já começou a enviar auxílio para o estado, de acordo com secretário Roberto Guimarães. O repasse incluiu 312 toneladas de alimentos e 450 mil itens dos chamados  kits de desabrigagem , como colchões, lençóis, travesseiros e materiais de desinfecção.

A Defesa Civil está pronta para responder em caso do acontecimento [a enchente]. Estamos preparados para alimentar, abrigar e medicar , afirmou Guimarães. A Sedec não descarta a retirada de pessoas que vivem nas áreas de risco e mobilização de outros órgãos do governo federal no atendimento às possíveis vítimas.

No entanto, o secretário reconheceu que  culturalmente no Brasil as ações de defesa civil são tomadas durante ou após os desastres, sem priorizar as medidas de prevenção. Cálculo da Organização das Nações Unidas, citado por Guimarães, mostra que cada US$ 1 investido em prevenção de desastres evita o gasto de US$ 10 na solução dos problemas.

A or ientação do secretário é que os moradores da região atendam aos alertas das autoridades locais. As pessoas que estão lá devem ficar atentas às recomendações da Defesa Civil estadual, municipal, dos órgãos de segurança, como Corpo de Bombeiros e Polícia Militar , apontou.

Além da situação de risco em Manaus, a capital acreana, Rio Branco, também registra tendência de cheia para o Rio Acre. Hoje, o volume do rio chegou à chamada  zona de alerta , por causa do nível acima do esperado para essa época do ano. Mais de 670 famílias estão desabrigadas em Rio Branco por causa das chuvas recentes.


Fonte: www.rondoniagora.com