
Três anos depois de entrar em vigor, a Lei Maria da Penha se transformou numa importante defesa das mulheres na luta contra a violência doméstica e familiar. Com o amparo da Justiça, as mulheres criaram coragem e começaram a denunciar seus agressores. Em uma das palestras realizada na manhã de ontem, na Câmara de Vereadores de Ji-Paraná, em sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no próximo domingo, a delegada da mulher Dilza Teles informou que no último ano, a delegacia do município registrou 2.600 ocorrências de agressões, ameaças, injúrias, calúnia e lesões corporais em mulheres.
Desde que a lei entrou em vigor, o agressor passou a poder ser preso em flagrante ou preventivamente, e o tempo máximo de permanência na prisão aumentou de um para três anos. “Outro benefício da lei é que a mulher já não pode mais retirar a queixa. Antigamente, a mulher voltava na delegacia para retirar a queixa por causa de ameaças”, explicou a delegada.
Apesar de a lei beneficiar a mulher agredida, uma pesquisa do DataSenado revelou que na opinião de 78% das entrevistadas o medo impede as mulheres de denunciar os agressores. Os resultados da pesquisa do DataSenado mostram, também, que 62% revelaram que conhecem mulheres que já sofreram agressão. No País, uma em cada cinco mulheres já sofreu algum tipo de violência física, sexual ou outro abuso praticado por um homem.
Além da palestra sobre “Violência da mulher”, foram ministrados outros temas, como “Saúde da mulher” com a médica Sueli Justino Arantes, “Quanto custa o segredo de uma mulher” com a psicóloga Marlene Dias e Políticas Públicas voltada para mulheres com a mestre em Políticas Públicas, Rosilene Santiago.
Foi a primeira vez que o Legislativo municipal realizou uma sessão que contou com os trabalhos dirigidos apenas por mulheres. A realização do evento foi uma iniciativa das vereadoras Solange Pereira (PMDB), Márcia Regina (PT) e Nair Barreto (PSDB).
Fonte: www.folhaderondonia.com.br
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