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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Como falar em público

Diversas pesquisas mostram que o medo de falar em público é maior do que a morte, para as pessoas entrevistadas. Hoje em dia falar bem é um dos requisitos mais observados pelos gestores. Falar em público pode ser a sobrevivência de alguns profissionais em suas organizações. Por isso, estudar esta arte pode ser um diferencial na carreira e na vida pessoal de cada pessoa.

Todo ser humano tem condições de aprender a controlar o sistema nervoso e de se apresentar para um público pequeno, em uma reunião, por exemplo, e para uma grande platéia. Controlar o sistema nervoso é bem mais fácil do que se pensa e inúmeros exercícios nos ajudam a vencer as limitações.

Problemas de dicção podem ser resolvidos com profissionais como fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista, que cuidam de diversos problemas que podem dificultar a fala. Eles trabalham, às vezes, em conjunto com dentistas, psicólogos, endocrinologistas, professores de canto e de oratória. Tudo para garantir que o profissional possa adquirir auto-estima e encarar o público sem medo ou inibição.

Lembro-me das minhas primeiras apresentações: o medo, o nervosismo, a secura na boca, as mãos trêmulas, a respiração acelerada. Excelentes o meu professor de teatro, fonoaudiólogo e outros profissionais que me ajudaram a vencer o medo e a inibição. Quando controlamos o sistema nervoso, e utilizamos a tensão em nosso favor, tudo muda radicalmente. Temos uma força e uma inspiração que é impossível de traduzir em palavras. Uma experiência pessoal de cada um, mas que aos poucos vai tornando-se um hábito e a cada nova experiência vamos ficando melhores, mais audaciosos, confiantes e começamos a despertar o interesse das pessoas que observam o um bom orador.

Além de se preparar, com cursos, treinamentos e todas as formas de trabalhar esta habilidade, vamos conhecer algumas dicas que se tornam importantíssimas para o profissional que precisa de falar bem em público:.

Primeiro, lembre-se de que passar a impressão certa não basta: para ser efetiva, a impressão transmitida precisa corresponder à realidade. Mas todos nós já vimos apresentadores e palestrantes que dominam seu assunto, mas não transmitem uma boa imagem sobre si próprios, o que acaba impedindo que eles comuniquem adequadamente a sua mensagem.

Para soar inteligente: diminua um pouco o ritmo da sua fala, para se permitir selecionar as melhores opções de vocabulário ao mesmo tempo em que passa a imagem de reflexão.

Para demonstrar polidez: nunca responda perguntas com apenas "sim" ou "não". Forme frases completas: "Sim, eu o conheci em uma visita anterior", "Não, os dinossauros não coexistiram com o homo sapiens".

Para soar mais articulado: faça um esforço para pronunciar todos os fonemas de cada palavra, com atenção especial ao final de todas elas. Evitar usar mal palavras como "coisa" e "tipo...". Falar "hum", "éééé...", "bem" ou "né?", onde deveria haver apenas pausas. Evite gírias e palavras da moda. Entenda as demandas de sua audiência, e as satisfaça.

Domine o assunto sobre o qual irá falar - muitas pessoas se esquecem deste detalhe. Você precisa ser ouvido. Fale em voz alta o suficiente, pratique antes com o microfone, faça o que for necessário para poder ser ouvido com conforto e sem esforço.

Treine com antecedência a sua atitude diante de perguntas do público, para não fazer como a maioria dos palestrantes de primeira viagem, que mandam logo um longo "Ééééééé..." de 15 segundos, seguido do insuportável - "Veja bem". Comentar a pergunta em si, no estilo "Esta é uma ótima pergunta, e eu fico feliz que tenha surgido agora, porque ajuda a trazer o tema mais perto da realidade de vocês" - é uma estratégia eficaz para ganhar os segundos que você precisa para concatenar em sua mente a resposta em si. Pratique para ser natural.





terça-feira, 19 de maio de 2009

Existe um período certo para adaptação profissional?

Ser um profissional novo na equipe é um desafio e tanto, afinal, em pouco tempo, você precisa mostrar para que veio, por meio de resultados, e conhecer a empresa. Mas existe um tempo de adaptação para isso, além dos três meses de experiência vigentes nos contratos de trabalho?

"A rigor, a adaptação de um colaborador varia de empresa para empresa, ou de segmento, e até mesmo do momento financeiro em que a companhia se encontra no momento. Porém, este período torna-se mais longo quando acontecem falhas no processo de seleção", destaca o vice-presidente da FranklinCovey Brasil, Josmar Arrais.

As origens da falta de adaptação
De acordo com Arrais, o processo de seleção é a chave para que o profissional se adeque mais rapidamente à empresa Quando há falhas neste procedimento, a possibilidade de a empresa não contratar um profissional com o perfil e as competências necessárias para a vaga disponível são bem maiores. 

O consultor revela que, em um processo de seleção ideal, depois de realizada a escolha do candidato, este deveria ser chamado para uma conversa, antes de assinar o contrato. "O líder deve expor as razões pelas quais o profissional não deve aceitar esta proposta de trabalho, evidenciando que a empresa não é perfeita e tem problemas".

Por outro lado, às vezes, além da falha da empresa ocorre os equívocos do profissional. "Muitas vezes, sem pensar nos seus propósitos de carreira, o profissional aceita uma proposta de emprego baseando-se apenas no salário, o que, mais tarde, gera a insatisfação. Além disso, a pessoa também pode passar por uma mudança de vocação, ou seja, com a atuação no mercado, ela percebe que não é isso que almeja".

Erros do líder
Um dos principais erros dos gestores apontado por Arrais é o fato de não conhecerem nem mesmo os colaboradores com mais tempo de casa. Assim, como eles perceberão se o recém-contratado se adaptou à empresa, durante a vigência do contrato de experiência, de apenas três meses?

"O líder precisa saber as aspirações, os sonhos de cada um dos seus respectivos colaboradores", explica Arrais. "E, ao contratar alguém, ele deve deixar claro não só a descrição do cargo mas também o propósito e a importância daquele trabalho executado para empresa", acrescenta.

É fundamental ainda que o líder faça, nos períodos de adaptação, feedbacks parciais. "Demitir sem avisar e apontar os erros do profissional, não disponibilizando a oportunidade para que esse profissional corrija as suas falhas, é a forma mais cruel de gerenciamento", diz Arrais.

Volta por cima
Quando um profissional permanece pouco tempo na empresa, é normal que ele se sinta abalado e sem auto-estima, mas tais sentimentos não devem prevalecer.

"Se o profissional fez seu melhor e procurou fazer tudo que estava ao seu alcance, ele não deve sair de cabeça baixa, em caso de demissão, mas deve encarar como um acidente de negócio. Com certeza, um profissional comprometido e eficaz vai transmitir estas suas qualidades em qualquer processo seletivo. Logo, ao transparecer isso, qualquer gestor irá querer ter um profissional assim na sua equipe", conclui Arrais.


Fonte: www.administradores.com.br



terça-feira, 5 de maio de 2009

LULUZINHA x BOLINHA: NENHUM DOS DOIS, AGORA A TENDÊNCIA É TER UMA EQUIPE MISTA!

Ter uma equipe predominantemente masculina ou feminina está ficando cada vez mais difícil no mundo corporativo. Segundo o consultor do IDORT/SP, Francisco Pescuma, a tendência é ter um time de colaboradores mistos.

"O ramo da empresa é o que geralmente define se a equipe terá mais mulheres ou mais homens. Em atividades que precisam de agilidade manual, como em determinadas linhas de produção das indústrias, as mulheres ganham mais espaço, já no setor de construção, os homens são a maioria", diz Pescuma.

Luluzinha x Bolinha
Para o consultor, o maior nível de instrução e, na maioria das vezes, a habilidade em se comunicar fazem com que cada vez mais as mulheres ocupem cargos em posições estratégicas. "Oitenta por cento das vagas das faculdades são ocupadas por mulheres. Essa preocupação com a formação profissional e, consequentemente, com a carreira possibilita que elas alcancem cargos de liderança e estratégia".

Já em serviços operacionais, elas predominam nas áreas de call centers e de atendimento ao consumidor, por terem mais facilidade em se comunicar e em conquistar novos clientes.

Com relação aos homens, eles se destacam em indústria pesada, além dos setores de TI e de Engenharia.

Remuneração
Quanto à remuneração, Pescuma ressalta que a mulher ainda tem uma remuneração menor do que os homens no País.

"Porém, quando são cargos relacionados a posições estratégicas, não há diferenciação de salários. A tendência é que os salários de homens e mulheres fiquem iguais, com o passar do tempo, em todos os cargos".


Fonte: www.administradores.com.br




quarta-feira, 29 de abril de 2009

SAIBA QUANTO GANHA, EM MÉDIA, UM ESTAGIÁRIO NO BRASIL

Após seis meses da publicação da nova Lei do Estágio, nº 11.788/08, o Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) realizou a pesquisa "Valores pagos aos estagiários do Brasil". O estudo foi feito na primeira quinzena de abril e revela a média de bolsa-auxílio oferecida por empresas de pequeno, médio e grande porte. O levantamento foi feito com 12.140 estagiários de diferentes níveis em todo o país. Todos os participantes foram contratados a partir de 26 de setembro de 2008, ou já tiveram seus contratos adaptados, segundo as regras da nova legislação.

A média geral paga por um estagiário brasileiro é de R$ 705,96. Já para o Ensino Médio, R$ 421,00; para Médio Técnico, R$ 467,16; para Superior, R$ 805,84 e para Superior Tecnólogo, R$ 707,07. "A diferença no valor das bolsas é pequena em relação à pesquisa realizada há um ano e reflete a diminuição da jornada diária com a dinâmica do mercado. As empresas entenderam os benefícios na contratação de jovens e continuam investindo em talentos para moldá-los conforme o perfil da organização" afirma Carlos Henrique Mencaci, presidente do Nube. Segundo a legislação em vigor, os estagiários devem cumprir carga horária máxima de 6 horas diárias, têm direito à bolsa-auxílio, auxílio-transporte, recesso remunerado e podem ficar no máximo dois anos estagiando na mesma organização.

O impacto da nova legislação e da crise econômica diminuiu o número de estagiários no Brasil. Levantamento da Associação Brasileira de Estágios (Abres) mostra que o país tem 900 mil estagiários, sendo 650 mil no nível superior e 250 mil no nível médio, para um total de 13,1 milhões de estudantes. "Por conta da oferta de alunos ser maior em algumas áreas, as bolsas acabam diminuindo", explica Mencaci.

Conheça os dez cursos com as melhores bolsas-auxílio no Brasil, separados por níveis:

Nível Médio Técnico:
  1. Edificações: R$ 631,00
  2. Técnico em Química: R$ 590,00
  3. Técnico em Segurança do Trabalho: R$ 568,00
  4. Mecânica: R$ 566,00
  5. Mecatrônica: R$ 558,00
  6. Técnico em Informática: R$ 538,00
  7. Secretariado: R$ 518,00
  8. Eletrônica: R$ 509,00
  9. Contabilidade: R$ 503,00
  10. Telecomunicações: R$ 488,00

Nível Superior:
  1. Engenharia: R$ 961,90
  2. Arquitetura e Urbanismo: R$ 958,00
  3. Economia: R$ 889,25
  4. Direito: R$ 862,00
  5. Química: R$ 861,55
  6. Psicologia: R$ 860,00
  7. Relações Internacionais: R$ 856,86
  8. Comunicação Social - Relações Públicas: R$ 855,00
  9. Ciência da Computação: R$ 838,09
  10. Ciências Contábeis: R$ 804,28
Nível Superior Tecnológico:
  1. Tecnologia Mecânica - Processos de Produção: R$ 860,00
  2. Tecnologia em Redes de Computadores: R$ 852,00
  3. Informática - Gestão de Negócios: R$ 823,00
  4. Tec. em Análise e Desenv. de Sistemas: R$ 801,00 
  5. Tec. em Gestão em Logística Empresarial: R$ 775,00
  6. Tecnologia em Marketing: R$ 766,00
  7. Tecnólogo em Logística: R$ 755,00
  8. Tec. em Gestão Financeira: R$ 686,00
  9. Gestão de Recursos Humanos: R$ 655,00
  10. Gestão de Marketing: R$ 627,00
O estudo também aponta que a maior parte dos estagiários se concentra entre a faixa de 19 e 23 anos, com 52% de representatividade. A média geral da bolsa-auxílio para esse grupo é de R$ 600,38. A pesquisa considerou, ainda, o sexo, apontando os homens como maioria (56,77% do total), com uma média de R$ 831,00, enquanto as mulheres recebem R$ 759,00. 

Porém, independentemente de idade ou sexo, o mercado de trabalho busca candidatos capacitados e que façam a diferença no ambiente corporativo. Por isso, o estágio é o passo fundamental para aumentar os conhecimentos e constituir uma carreira de sucesso. "Estagiar me possibilitou conquistar crescimento profissional e financeiro. Com o valor da bolsa-auxílio pago minha faculdade e sem essa contribuição seria difícil dar continuidade aos meus estudos", diz Amanda Tieme Takada, estagiária da Total IP Telecomunicações.

"Conquistará a melhor remuneração o candidato que tornar-se um multiespecialista, mantiver níveis de desempenho acima da média e apresentar contribuições diferenciadas e que agreguem valor à empresa como um todo", explica Anessa Trassi, analista de treinamento do Centro de Desenvolvimento Profissional (Cedep).

É importante lembrar que os valores acima são uma média nacional, logo há estágios que pagam bolsa-auxílio maior ou menor.


Fonte: www.administradores.com.br




PANELINHAS: QUAIS SÃO AS VANTAGENS E OS RISCOS DE TER UM GRUPO DE TRABALHO?

Ter pensamentos parecidos e a famosa afinidade são dois dos fatores em potencial para a formação das famosas "panelinhas" corporativas. Porém, antes de ser membro de um grupo é preciso tomar cuidado.

Na opinião da consultora da DBM, Irene Azevedo, o profissional tem que avaliar a dinâmica do grupo antes de inciar um ciclo de amizade. "Antes de entrar em um grupo faça as seguintes perguntas: quando este grupo está reunido, sobre quais assuntos eles conversam? O que fazem? Quem é o líder deles? Quais são seus pensamentos? A partir destas respostas, você irá conseguir discernir se este grupo é ou não bem visto na organização".

Vantagens e Desvantagens
Segundo a consultora, como tudo na vida, no momento em que o profissional cria vínculos com outros colaboradores isto pode ser favorável ou desfavorável.

"Quando se tem um grupo, a tendência é que aquelas pessoas tenham uma cooperação mútua, ou seja, um ajuda o outro com mais facilidade e afinco, e assim a produtividade aumenta. Por outro lado, o perigo de fazer parte das panelas são as fofocas que podem surgir, a famosa rádio peão e o risco de favorecimento entre os integrantes".

Além disso, Irene alerta um dos maiores riscos que uma pessoa corre ao pertencer à um determinado grupo no trabalho é não ser aceito por outros membros da equipe que não fazem parte da "panela". "Se pessoas do seu grupo saem, as chances do grupo deixar de existir são maiores. E neste caso o que você faz?"

O que evitar?
Para Irene, ao ter um forte vínculo de amizade na empresa o profissional precisa ter em mente duas coisas:
  1. Por mais que haja amizade, este é um grupo de trabalho, logo a competição é natural e comum;
  2. Não fale mal de colegas de trabalho, assim você evita possíveis fofocas e conflitos;
"O ideal seria participar de todos os grupos da empresa. Afinal, o networking interno é fundamental para a carreira profissional", ressalta a consultora.

E o líder onde fica?
O líder, por sua vez, precisa desempenhar o seu papel para evitar a formação de grupos que podem prejudicar a performance da empresa. "Dependendo da cultura de cada organização, a incidência de grupos que irão promover a rádio peão é maior. Se a empresa não for transparente e o líder for autoritário, as chances destes tipos de grupos se formarem é bem maior".

Entretanto, Irene destaca que o líder, como qualquer outra pessoa, terá mais afinidade com um funcionário do que com outro. Mas, neste caso, o segredo é ser o mais justo e isento possível.

"Todos da equipe precisam confiar no seu gestor, então este líder precisa mostrar que está disposto a compreender as necessidades de cada um, sendo o mais transparente possível. Além disso, uma boa saída é procurar estar sempre com o grupo inteiro ou variar, em uma semana almoçar com um grupo e, dias depois, com outros".


Fonte: www.administradores.com.br




POR QUE VOCÊ TRABALHA?

Definitivamente, eu não aprendo. Outro dia fui cair na besteira de dizer aos meus alunos de Administração da Faculdade que salário não motiva ninguém e quase fui linchado. Um dia isso ainda vai acontecer. E será bem-feito para mim. Não é a primeira vez que digo isso e, mesmo tendo sempre a mesma reação da maioria dos alunos, continuo fazendo a mesma coisa. É como diz o ditado: o burro pede a Deus que o mate e ao diabo que o carregue.

Na verdade, a pergunta inicial, e que acabou incitando os protestos, foi sobre qual era o verdadeiro significado do trabalho na vida das pessoas. Pergunta tola, como se sabe, já que, como bem disse o primeiro da fileira, rindo muito, e no melhor estilo da Escolinha do Professor Raimundo: “Todo mundo aqui sabe que as pessoas trabalham pelo salário, para sobreviver”.

Olhei para o restante da turma, pois aquele “todo mundo aqui” comprometia o restante do grupo, buscando uma única alma que fosse capaz de se apresentar para desfazer o que penso ser um equívoco. (Minha esperança veio da lembrança de que até nos programas humorísticos, como o citado anteriormente, tem sempre um gênio de plantão para explicar, com pormenores, a resposta certa. “Eu queria ter um filho assim...”, como dizia o jargão do Chico Anísio).

Porém, diante do silêncio de todos, fui obrigado a continuar a olhar para o aluno da primeira fila que, sem vacilar, lascou uma nova observação, ainda mais contundente: “E o senhor, Professor. Vai me dizer que o senhor trabalha porque gosta?”. São de fato interessantes as perguntas que começam com “Vai me dizer...”, porque elas têm o poder de tornar o interlocutor um perfeito idiota, caso ele se arrisque a responder qualquer coisa: Vai me dizer? Eu não!

Como eu já me confessei burro e, como diz outro ditado, para burro velho, capim novo, resolvi continuar desafiando o corpo discente e respondi que sim. Sim, eu trabalho porque gosto. E daí? Ele riu novamente, e diante de sua autoridade de primeiro da fila, acabou concluindo que se eu trabalho porque gosto isso deve ser sinal de que também seria capaz de trabalhar de graça para alguém. Lógico que sim, por que não?

Tem muita gente aí que faz isso, caro pupilo. E tem mais: conheço gente que trabalhando de graça para alguém ou alguma instituição é muito mais feliz que muitos executivos que ganham milhares de dólares trabalhando para uma empresa com fins lucrativos. Perguntei a ele se alguma vez ele já tinha ouvido falar num sujeito chamado Betinho. Não, ele não conhecia o Betinho. Irmão do Hen... Esquece. Dona Zilda Arns. De novo, nenhum rosto se iluminou na classe. Arrisquei uma dica, na esperança de que alguém se lembrasse, dizendo que ela é irmã de D. Paulo Evaristo Arns. Afinal, não somos um país de maioria Católica? Dom o que? Esqueçam. Viviane Senna!!! Aí alguém disse: por acaso, ela não seria alguma coisa do Ayrton Senna? Isso!

Ela tem uma empresa que trabalha – nesse momento fiz questão de grifar a palavra “TRABALHA” com um grito, antes que alguém concluísse que o Instituto que ela dirige se trata apenas de um hobby sem importância que ela costuma utilizar para se divertir nas horas vagas. Eis aí um bom exemplo de pessoa, cara pálida, que trabalha por uma causa, por uma missão, por um significado maior do que simplesmente comprar e revender algo com lucro para o mercado ou em troca do salário no final do mês – nesse momento eu estava vociferando, não de ódio, mas de emoção – que é muito mais nobre e digno que o lucro!

Pois dizer que se trabalha por dinheiro seria como dizer que as pessoas vivem para respirar. Alguém aqui vive para respirar? 4 levantaram meio-braço. Respirei fundo e continuei: o oxigênio é importante, mas ninguém vive em função dele, espero. Aliás, já repararam que a gente só percebe que o ar existe quando falta? O mesmo acontece com o dinheiro. Entenderam? Novo silêncio. O dinheiro deve vir como conseqüência da aplicação inteligente de nossos melhores talentos, competências e valores. É isso que deve dar sentido para tudo aquilo que fazemos. O dinheiro...

Nesse instante, uma aluna levantou o braço direito e perguntou:

- Professor, são 9 horas. O senhor não vai fazer a chamada?


Fonte: br.hsmglobal.com



quinta-feira, 26 de março de 2009

AGRESSIVO, INVASIVO OU SUBMISSO

Um arquear de sobrancelhas, um movimento sutil dos olhos e até mesmo a posição dos nossos braços podem comunicar mais do que mil palavras. E não estamos exagerando. Acontece que a linguagem do corpo é tão poderosa que, nas conversas cara a cara, quase tudo é dito através dela. “Apenas 35% da comunicação face a face é verbal”, exemplifica Allan Pease, no livro Body Language. O restante, segundo ele, é comunicado pelo nosso corpo, mesmo sem percebermos.

Agora, imagine o quanto essa comunicação silenciosa pode ajudar – ou atrapalhar – as relações humanas. Durante as conversas ou reuniões de trabalho, seu corpo, por exemplo, pode estar assumindo uma postura agressiva, submissa ou até mesmo desinteressada. 

Em contrapartida – e talvez sem perceber –, seus colegas podem reagir a esses sinais também demonstrando agressão, submissão ou desinteresse. É assim que começam os mal-entendidos e os problemas de relacionamento... Portanto, olho vivo na postura e nos gestos do dia-a-dia: eles podem revelar muito sobre a sua personalidade e a das outras pessoas.

Agressivo
É o tipo que fala alto, franze demais as sobrancelhas e encara demoradamente os outros. Durante as conversas, fica vermelho com facilidade e curva-se para a frente, em atitude ameaçadora. 
Dica: Procure relaxar e tente descobrir o que está levando você a agir dessa maneira. Caso contrário, o ambiente à sua volta sempre ficará tenso.

Invasivo
Toca demais as pessoas, dando tapinhas no ombro ou segurando o braço delas. Esse é o típico invasivo e, convenhamos, pouca gente se sente confortável ao lado de pessoas que agem dessa maneira.
Dica: Respeite a chamada “zona de conforto” alheia, mantendo alguma distância daqueles com os quais você não tem intimidade (até 0,5 metro, segundo alguns especialistas). Ou apenas evite tocar as pessoas durante as conversas. 

Desinteressado
Olha para todos os lados, exceto para a pessoa com quem está conversando. Também costuma checar as horas, mexer nos papéis e canetas ou simplesmente se perder em devaneios durante as reuniões de trabalho. 
Dica: Controle a dispersão e tente descobrir o que está prejudicando a sua concentração. Um trabalho entediante, muitas vezes, pode levar a esse tipo de comportamento. 

Submisso
Com a cabeça baixa e o olhar frequentemente voltado para o chão, é o tipo que tenta passar desapercebido. Evita confrontos e se incomoda visivelmente com as pessoas de comportamento agressivo.
Dica: Erga o queixo e procure olhar as pessoas nos olhos ao se comunicar com elas. Assim, você passará uma imagem de autoconfiança e conquistará mais respeito dos colegas.


Fonte: www.administradores.com.br