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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Depressão, você tem? Confira as consequências para o trabalho

Você sente irritabilidade, insônia, dores sem causa clínica definida, cansaço excessivo e dificuldade na tomada de decisões? Esses sintomas não passam mesmo após um período de férias? A produtividade caiu? Cuidado, pode ser que esteja com depressão, uma vez que esses são os primeiros sinais da doença!

O Ministério da Previdência Social constatou que os transtornos mentais e comportamentais representaram mais de um terço (33,5%) dos casos de afastamento do trabalho, entre 2000 e 2005, ao lado dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). As áreas profissionais mais afetadas pela depressão são mercado financeiro, refino de petróleo, transporte ferroviário urbano e bancos comerciais.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde aponta que, até 2020, a depressão passará da quarta para a segunda colocada entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo.

Empresa também é prejudicada
As consequências da depressão são tangíveis. A pesquisa "Depressão, A Verdade Dolorosa", encomendada pela Federação Mundial para Saúde Mental, revelou que 64% das pessoas deprimidas relataram ausência no trabalho, com uma média de 19 dias perdidos por ano, e 80% disseram ter a produtividade reduzida em 26%. O estudo avaliou 377 adultos diagnosticados com depressão e 756 médicos (clínicos gerais e psiquiatras) do Brasil, Canadá, México, Alemanha e França.

O fato é que o mercado de trabalho produz cada vez mais indivíduos deprimidos, por conta da pressão por quantidade, qualidade e resultados.

"As atribuições do cargo também devem ser consideradas fator de risco para a doença. Um executivo, por exemplo, que não gosta de falar em público, sentindo-se desconfortável e ansioso, mas que precisa fazer apresentações a grupos ou dar palestras, pode ser forte candidato à depressão. Situações repetitivas de estresse psicológico como essa podem ser decisivas para desencadear o problema", diz o psiquiatra e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Acioly Lacerda.

Confira os sintomas
A causa da doença ainda é desconhecida, mas uma das teorias mais aceitas é que a depressão é conseqüência de uma disfunção no sistema nervoso central, que diminui e desequilibra as concentrações de dois neurotransmissores - a serotonina e a noradrenalina.

Veja se você está deprimido:
  • Sintomas emocionais: tristeza, perda de interesse, ansiedade, angústia, falta de esperança, estresse, culpa, ideação suicida;
  • Sintomas físicos: baixa energia, alterações no sono, dores inexplicáveis pelo corpo (sem causa clínica definida), dor de cabeça, dor no estomago, alterações no apetite, alterações gastrintestinais e alterações psicomotoras.
A importância de buscar ajuda
No mundo, estima-se que 121 milhões de pessoas sofram com a depressão - 17 milhões delas somente no Brasil. E não é só isso: dados da OMS mostram que 75% dessas pessoas nunca receberam um tratamento adequado.

No longo prazo, quadros de depressão não tratados podem resultar no absenteísmo ou até mesmo na demissão, já que a baixa produtividade e o desinteresse pela rotina podem afetar a avaliação da empresa sobre o funcionário.

"É importante reconhecer os sintomas emocionais e físicos o quanto antes, procurar ajuda médica e seguir o tratamento corretamente, para a completa remissão da doença - ou seja, a ausência completa dos sintomas", afirma o psiquiatra.

Tratamento
Existem tratamentos que combatem ao mesmo tempo os sintomas emocionais e físicos, com perfil de tolerabilidade do paciente, o que é vital para medicações que geralmente necessitam ser usadas por períodos longos. É o caso da duloxetina, uma moderna opção medicamentosa que age nos sintomas emocionais (tristeza, ansiedade, humor depressivo) e físicos (fadiga, dores vagas e difusas no corpo) da depressão. Mas os tratamentos mais comuns envolvem psicoterapia e medicamentos.

É importante ressaltar, porém, que não se deve usar nenhum medicamento sem prescrição e rigoroso acompanhamento médico. Os profissionais com depressão precisam também mudar alguns hábitos diários, procurando realizar atividades físicas regularmente, mantendo um período satisfatório de sono diário, tendo uma boa alimentação e evitando o uso de substâncias como anorexígenos (que induzem a anorexia), álcool e tabaco.




Quem conta um conto, aumenta um ponto. A fofoca no ambiente empresarial

É uma suspeita de que a secretária está saindo com o chefe, que fulano será demitido, que há desvio de verba na empresa e tantas outras histórias malignas muitas vezes sem fundamento algum.

Casos como esses provocam situações constrangedoras, humilhações e preconceitos. E engana-se quem pensa que fofoca é coisa apenas de mulher. Os homens estão cada vez mais interessados em comentar sobre a vida alheia. É um verdadeiro telefone sem fio onde cada um se sente no direito de incluir suas impressões pessoais sobre o fato em questão.
Não se sabe exatamente como, quando e muito menos quem começa uma fofoca, a única coisa que sabemos é que ela se prolifera a uma velocidade inimaginável e que está sujeita a uma série de acréscimos de informações não checadas. E em poucos minutos ela pode provocar estragos gigantescos.

Além de diminuir a produtividade dos funcionários, os boatos comprometem significativamente a qualidade da convivência e o ambiente de trabalho. Cada um passa a ver o outro com certa desconfiança e o clima de incertezas fica instaurado, fazendo com que todos temam ser a próxima vítima das rodas de bate-papo.

Infelizmente a situação é bastante comum, porém não deve ser tratada com naturalidade, como se fosse algo corriqueiro e inevitável. A fofoca no ambiente empresarial precisa ser combatida e não simplesmente aceita como algo inerente ao convívio social.

Vale ressaltar que os boatos estão mais presentes nas companhias que dão pouca importância à comunicação. Todo ser humano tem necessidade de se comunicar e conviver em equipe, mas quando isso acontece de forma desordenada surge espaço para as fofocas.
Inúmeras empresas de renome já passaram por situações complicadíssimas devido a esse fenômeno que os comunicadores denominam de rádio peão. Entretanto, este ruído na comunicação não é um problema dos funcionários e sim da empresa. É a prova real de que algo não vai bem. É uma conseqüência da ausência ou do mau funcionamento de um sistema integrado de comunicação.

Para evitar esses problemas só há um jeito: prevenir. Para isso, nada melhor que a criação de um ambiente saudável de trabalho, onde a comunicação, a ética e a transparência sejam elementos do cotidiano da empresa.

A instituição precisa criar canais efetivose adequados à realidade de seus funcionários, mostrando que ali há espaço para a exposição de opiniões, ideias, sugestões e até mesmo reclamações. A criação de uma cultura de comunicação organizacional pode levar um certo tempo, mas os resultados são muito compensadores.

A medida pode não erradicar completamente o problema, mas certamente irá diminuir o impacto dos boatos. Se uma fofoca surgir num local onde haja abertura e liberdade para que a informação seja checada, dificilmente ela terá prosseguimento sem uma versão oficial. No final, todos saem ganhando.

Marília Cardoso é jornalista, pós-graduanda em comunicação empresarial e fundadora da InformaMídia Comunicação.




segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Falso simpático ou sincero demais: veja com qual deles é mais fácil trabalhar

O sujeito sincero demais fala o que pensa, "doa a quem doer", como diz o ditado. Como algumas pessoas preferem não ouvir a verdade, ou ignorá-la, é comum que ele seja visto como o colega de trabalho intragável, difícil de suportar.

Na mesa ao lado, está o falso simpático. Ele sorri o tempo todo, raramente está de mau humor, nunca critica seu trabalho. Costuma-se apreciar tamanha simpatia, por isso, este tipo de profissional é querido... Até o dia em que mostra sua verdadeira face e passa a perna em alguém da equipe.

Comuns no mundo corporativo, essas figuras nos fazem questionar: como lidar com esse tipo de pessoa? Até que ponto o simpático é melhor do que o crítico?

Falso simpático é pior
Para a diretora da RMML Consultoria de Imagem Corporativa, Renata Mello, difícil mesmo é lidar com o falso simpático.

"Quando a pessoa tem esse perfil, você nunca sabe o que ela está pensando. Ou, até pior, não se sabe o que ela pode fazer com as informações que tem a seu respeito", avisa.

Para lidar com esse tipo de colega ou chefe, Renata Mello sugere "não alimentar seu repertório". Desta forma, fale o mínimo possível. Diga apenas o necessário, de forma objetiva, sem dar margens a especulações.

"Evite ainda falar o que pensa a respeito dela, de situações do trabalho ou sobre postura de outras pessoas. Não vale a pena se expor, pois tudo que for dito pode ser usado contra você", alerta.

Verdadeiro demais
Com relação ao sincero em excesso, Renata diz que, quando você sabe que a pessoa é honesta, é mais fácil de lidar com ela, pois ela é quem é.

"Por mais dura que a pessoa seja com você, na hora de dar uma opinião ou fazer um comentário, é bom saber que está sendo verdadeira. Quer o seu bem (se for seu amigo) ou mostrar que você está errado (caso seja um colega de trabalho)", diz a consultora.

O problema é que algumas pessoas são tão honestas que até nos magoam. "Mas, se for seu amigo, acho que vale a pena mantê-lo por perto, no entanto, avise que poderia ser mais sutil, caso seu jeito seja muito agressivo. Se não for seu amigo, mas um colega de trabalho, agradeça a opinião, avalie se tem razão ou não, e use a informação a seu favor, caso concorde com ele. Caso não concorde, não prolongue o assunto", aconselha.




Exercícios para o cérebro estimulam a criatividade e o raciocínio do profissional

O estresse e o alto nível de concentração exigido na maioria dos empregos fazem com que muitos profissionais pensem em descansar a mente durante todo tempo livre disponível. Entretanto, o cérebro precisa trabalhar, o que pode ser feito de maneira a relaxar também. Quanto mais informações os neurônios recebem, surgem mais ligações entre eles, as chamadas sinapses.

"A ciência já constatou que existem diversos exercícios que deixam a mente sempre afiada, ágil, esperta. Desde inocentes palavras cruzadas até games sofisticados. A explicação é simples. Quanto mais sinapses você cria, mais possibilidade de raciocínio rápido você tem. E todos esses jogos estimulam isso", explica o diretor editorial das revistas de passatempos Coquetel, Henrique Ramos.

Como exercitar o cérebro?
Assim como o corpo precisa de exercícios físicos para manter o seu bom funcionamento, o cérebro precisa de seus estímulos. Afinal, ele precisa estar sempre ativo para que não haja perda de memória nem falta de soluções criativas para driblar situações imprevistas do cotidiano.

Uma forma de exercitar o cérebro é por meio de resoluções de jogos passatempo, como palavras cruzadas, sudoku e problemas de lógica que possuem ferramentas aconselhadas por neuropsiquiatras e terapeutas para auxiliar na chamada "ginástica cerebral".

Esses jogos ajudam o profissional a fugir da sobrecarga das informações rotineiras e também estimulam a aprendizagem, a memória, a autoestima e a criatividade.

Os jogos trabalham a concentração, o foco e o raciocínio lógico. "Pessoas que resolvem passatempo conseguem criar soluções para desafios, o que tem sido muito requisitado em empresas, em provas de concursos e de vestibulares. A lógica das empresas é que essas habilidades poderão ser usadas no trabalho, para resolver problemas do dia-a-dia", finaliza Ramos.




sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Veja como montar uma carta de apresentação em quatro parágrafos

Na hora de enviar um currículo, muitos profissionais têm dúvidas se é preciso elaborar uma carta de apresentação.

De acordo com Lindesey Pollak, autora do livro "Da escola para o mercado de trabalho - 90 dicas para conseguir um bom emprego", da Summus Editorial, cada gestor de recursos humanos tem uma ideia diferente sobre as cartas de apresentação, para uns ela é mais importante que o currículo, mostra a personalidade do candidato e habilidades na comunicação escrita, para outros trata-se de uma formalidade.

Uma carta de apresentação pode ser elaborada em até quatro parágrafos.

Identificando o leitor
O primeiro passo para montar uma carta de apresentação é descobrir o nome da pessoa para quem esse documento será enviado. Caso o profissional não saiba o nome do gestor de recursos humanos é possível procurar essa informação no site da empresa ou até mesmo ligando para o departamento.

Depois, se o profissional estiver sendo indicado por algum colega em comum é preciso deixar claro essa referência escrevendo sobre os aspectos positivos que esta pessoa disse sobre a empresa. Dessa forma, a carta se transforma em uma mensagem personalizada, e não genérica.

Objetivos e empregabilidade
Já no segundo parágrafo, o profissional deve explicar o motivo que o levou a escrever a mensagem. Assim, de forma objetiva, a pessoa deve informar qual é a vaga pretendida, função ou cargo específico (caso saiba esse dado). Geralmente, essa parte do texto é composta por uma ou duas frases.

O terceiro parágrafo é para o profissional dizer porque ele deve ser contratado pela empresa, deixando explícita a sua contribuição para esta organização. Para isso é indicado fazer uma pesquisa prestando atenção ao estilo do site da empresa, escrevendo na carta a terminologia, tom e a essência do nome da empresa. Assim, ele adequa suas habilidades ao formato perfeito para a organização.

Agradecimento
No último parágrafo, o profissional pode indicar suas expectativas e que aguarda um contato da empresa. Além disso, o candidato pode avisar que irá entrar em contato, em breve, por telefone ou e-mail. Logo após essas informações é a hora de agradecer pela atenção do recrutador.

Com a carta finalizada, o recomendável é que o profissional verifique se não há erros ortográficos, gramaticais ou conceituais sobre a empresa e, se possível, mostre-a para outras pessoas, como familiares ou professores, para que esses opinem, antes que o documento seja enviado.




quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Profissionais que utilizam muito o computador podem desenvolver fotofobia

Os profissionais que precisam passar horas em frente a um computador podem colocar a sua saúde em risco. De acordo com o médico oftalmologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Wilmar Silvino, a fotofobia, hipersensibilidade à luz, além de provocar desconforto, pode trazer enxaqueca.

O médico explica que o agente casual da fotofobia não é o computador, mas a permanência excessiva do profissional diante do monitor faz com que a doença se manifeste. Além disso, a fotofobia pode ocorrer devido a alterações do sistema ocular e de outros sistemas. Essas alterações, podem ser, por exemplo, dores de cabeça frequente, noites com sono descontrolado, uso de óculos inadequados e a execução de atividades que exigem atenção ocular para perto.

Silvino explica ainda que com esforço em frente à tela do monitor, a pessoa pisca menos, o que diminui a lubrificação dos olhos. "Piscando menos, os olhos ficam secos por evaporação excessiva da lágrima".

Essa doença, segundo o oftalmologista, pode, de maneira geral, comprometer a rotina do profissional, impedindo-o de dirigir, caminhar durante o dia, tomar sol, assistir televisão e trabalhar em frente à tela do computador.

Prevenção

A partir de alguns cuidados simples, os profissionais podem prevenir a fotofobia:
  • Fazer descanso de dez minutos a cada uma hora de trabalho;
  • Não colocar o monitor em uma posição que alguma janela fique de frente para o olhar;
  • Usar o monitor do computador abaixo da linha do horizonte de visão;
  • Pessoas com predisposição à doença devem usar colírios ou umidificar o ambiente;
  • Manter uma distância de 50 centímetros da tela do monitor;
  • Caso use lente de contatos é preciso fazer uma lubrificação extra dos olhos.
Tratamento
O tratamento dessa doença é variável, pois depende dos motivos que desencadearam essa doença. Nos casos originados a partir de doenças, o médico recomenda tratar o quanto antes. No entanto, há casos em que não há nenhum tipo de doença e sim um excesso de sensibilidade.

"Quando isso acontece é fundamental que a pessoa se habitue à claridade ou utilize lentes/óculos contra a claridade", aconselha o médico.





quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Prefeitura nomeia novo secretário de administração

A convite do prefeito José de Abreu Bianco (DEM), assumiu na manhã da última segunda-feira (3) em Ji-Paraná, a direção da Secretaria Municipal de Administração, o bacharel em Direito e presidente municipal do Partido Progressista (PP), Evandro Muniz.

O novo secretário foi apresentado aos servidores que integram a administração municipal no gabinete do Secretário de Saúde, José Batista, que respondeu pela pasta no mandato passado e comandou a secretaria nestes primeiros sete meses do segundo mandato do prefeito José Bianco. Segundo Muniz, toda a equipe deverá permanecer.

Vamos conhecer o trabalho de cada um. Precisamos tomar pé de toda situação em que se encontra a secretaria antes de tomar qualquer atitude , assinalou.

De acordo com o secretário de saúde, José Batista, o novo secretário de Administração assume a pasta organizada. A equipe está pronta , destacou, ao explicar a Muniz que os funcionários são responsáveis e competentes nas funções em que ocupam. Ainda, segundo Batista, a decisão em deixar a Administração coube ao prefeito Bianco. 

O prefeito me designou a fazer o elo entre os Poderes Legislativo e Executivo , antecipou Batista, apontando esta como uma das razões para que deixasse a Administração.

HISTÓRICO
Evandro Muniz já ocupou alguns cargos na administração pública. Ele foi Secretário Municipal de Ação Social na administração do exprefeito Nico, assessor parlamentar do ex-deputado Agnaldo Muniz e diretor de secretaria do Tribunal Regional do Trabalho em Presidente Médici.

Atualmente presta serviços de assessoria em sua área de formação superior e é tesoureiro de sindicato rural. O novo secretário afirmou que está muito feliz e honrado com o convite de Bianco.

A indicação para o cargo de Secretário de Administração é sempre uma questão muito pessoal do prefeito, é um cargo de muita confiança, principalmente porque administrar no poder público é bem diferente de administrar uma empresa privada , explicou Muniz.

Natural de Ji-Paraná, Evandro Muniz disse conhecer bem a realidade local. Segundo o secretário, Bianco solicitou que ele realizasse um levantamento geral de tudo que vem acontecendo na secretaria para posteriormente preparar um plano de ação.

Entre as muitas atribuições da Secretaria Municipal de Administração, a principal é o controle de todos os servidores do município, além do almoxarifado e arquivo de documentos do Executivo.




segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Profissional questionador: como ele é visto? Ele terá sucesso?

Ele pode ser jovem, idealista, ambicioso, crítico, desafiador e apaixonado pelo que faz. Porém, também pode ser presunçoso, mimado, manipulador e preguiçoso. Toda empresa tem seu funcionário questionador.

Esse perfil de profissional pode contrariar seus líderes ou a organização na qual trabalha porque é visionário. Seu propósito é o crescimento da empresa. Mas existe um segundo tipo de questionador: o presunçoso. Ele duvida do que é dito porque é inflexível e não gosta de ouvir a opinião alheia. Por vezes, pode questionar a necessidade de realizar determinada tarefa se esta for por demais difícil.

As dúvidas que pairam sobre esses personagens do mundo corporativo são:
  • Como questionadores são vistos pelo gestor?
  • Questionar é bom ou ruim?
  • Ele fará sucesso no mercado?
Como é visto
A consultora da Career Center, Cássia Lourenci, explica que quando os questionamentos são constantes, a imagem do profissional é ruim. "Questionar o tempo todo indica inflexibilidade e dificuldade para ouvir. Parece que só seu ponto de vista é válido. Se a pessoa é inteligente e tem bons argumentos, se sai menos pior, mas se fala sem base, acaba sendo prejudicada".

Na outra ponta da questão, está o profissional que nada questiona. Ele aceita tudo e não expressa suas próprias opiniões. A atitude é igualmente negativa. "Ninguém precisa concordar com tudo. É preciso ser coerente e saber se colocar. No entanto, às vezes, é necessário também compreender que, por trás de cada decisão da empresa, existe um contexto, uma demanda, um histórico e uma cultura".

Cássia diz que os extremos são ruins. "Tudo, em exagero, é negativo", garante.

Diferença está na comunicação
"Para tudo que for fazer na vida, saiba que o que importa, no final, não é o que se fala, mas a forma como se fala", afirma a consultora. Desta forma, atente-se aos seguintes tópicos, na hora de se comunicar:
  • Como: A forma como as pessoas falam faz toda a diferença. Por exemplo, é possível fazer uma crítica a alguém, sem causar desapontamento ou chateação, dependendo da forma como a comunicação se dá. Cássia exemplifica: "Se eu comunicar uma decisão que tomei à diretoria da empresa e, posteriormente, falar exatamente da mesma maneira com a equipe operacional, certamente um dos dois públicos não irá entender", garante;
  • Onde: Não dá para criticar o gestor na frente da equipe ou perante os acionistas, por exemplo;
  • Quando: Existe hora para tudo. Já imaginou começar a fazer pedidos e reclamações ao gestor de sua área na hora em que este encontra-se atribulado com seus afazeres? Ele provavelmente não irá gostar da atitude. A consultora da Career Center diz que uma boa hora para expor suas ideias e dar sugestões é durante a avaliação de desempenho. Mas ela alerta que a avaliação é sua. Não cabe falar de terceiros, sob hipótese alguma. "É um momento seu, é a hora de discutir o que você tem de aprimorar e o que precisa descartar", afirma, ao dar um exemplo: "Algumas pessoas acham que seus argumentos terão mais força se envolver terceiros, então dizem que a equipe toda não concorda com determinado processo. Isso pode ser malvisto pelo gestor".
Questionador terá sucesso?
É de se esperar que questionadores não tenham uma carreira bem-sucedida, já que podem parecer insolentes. Cássia diz que o importante é ter equilíbrio, não questionar demais nem de menos.

Mas, para ela, questionadores podem ter sucesso, a depender de seus argumentos. Daí a importância de, na hora de sugerir uma mudança na empresa, por exemplo, se embasar. "Faça o benchmarking, analise o que o concorrente faz, o que o profissional de sucesso faz, o que a empresa que já passou por aquele mesmo problema fez. Não quer dizer que é preciso copiar a fórmula de sucesso da concorrência, mas faz todo sentido estudar e, na hora de se comunicar com o líder, apresentar dados concretos. Caso contrário, o discurso será vazio, limitado a hipóteses, que podem estar equivocadas".

Por fim, se o questionador quiser ter sucesso, ele precisa desenvolver seu poder de persuasão. "Há pessoas que, mesmo sem argumentos, possuem uma capacidade de persuasão absurda. Conheço palestrantes famosos que não têm conteúdo, mas, por conta da capacidade de comunicação e do carisma, fazem sucesso", exemplifica. É claro que persuadir com bons argumentos é garantia maior de sucesso.





sexta-feira, 31 de julho de 2009

Primeiro emprego: a etiqueta na empresa para jovens e estagiários

Renata Mello, consultora de Etiqueta Profissional aponta regras básicas para jovens em seu primeiro emprego

Acostumada a ministrar treinamentos em grandes empresas sobre o tema Etiqueta Profissional, Renata Mello percebe que os jovens demonstram dificuldades em se adequar ao mundo corporativo e desconhecem suas regras básicas.

Por isso preparou algumas dicas para evitar que o jovem perca o emprego por não saber as regras mínimas de convivência corporativa e para evitar as “saias justas” que sempre ocorrem no ambiente de trabalho, principalmente durante o estágio.

Você acaba de ser contratado por uma empresa, portanto, lembre-se:

  1. Não chegue atrasado sob hipótese nenhuma. Quem chega 5 minutos depois do horário estabelecido, já está atrasado. Por mais que a empresa tenha tolerância, você ganhará pontos se chegar 5 minutos antes. Acredite.
  2. Ao ser apresentado para sua chefia direta não estenda a mão, espere que ele estenda para cumprimentá-lo. E nada de sinalizar como se estivesse falando com um general. Parece simpático, mas soa infantil, principalmente por você não estar em um quartel.
  3. Conhecendo seus amigos de equipe, também não force uma intimidade que não existe. Seja discreto e vá ganhando as pessoas com o tempo para saber até onde pode ir com cada uma.
  4. Preste atenção como você se senta, evite sentar esparramado, como faz na faculdade.
  5. Fale baixo ao telefone. Volume alto nas conversas ao telefone, no corredor, ou com o colega do lado atrapalham a concentração dos demais colegas.
  6. Preste atenção na aparência, vista-se de acordo com o padrão da empresa. Evite roupas que vocês usam para “balada”. Perfume suave, corte de cabelo normal, evite chocar as pessoas com a sua coragem de trocar de cor ou mudar o corte. Denota total deselegância e falta de bom senso.Preste atenção no excesso de perfume.
  7. Sempre bata na porta e pergunte se a pessoa pode falar naquele momento, não entre em nenhuma sala sem pedir licença.
  8. Seja comprometido com a empresa. Se dedique, aprenda coisas novas, se relacione com outras áreas (pessoas). Assuma novos projeto e responsabilidades, não necessariamente precisa ser algo grandioso, tenha paciência que logo será conhecido e reconhecido dentro da empresa.
  9. Por mais que você tenha sido escolhido entre tantos candidatos nunca dê um de “Sr. Sabe tudo”. Mesmo que saiba a maioria das coisas, tente não fazer disso motivo de exacerbação; tenha humildade em aprender coisas novas.
  10. Cuidado com o português. Fale correto, não precisa usar palavras difíceis. Podem ser uma armadilha. Não use gírias, nem gerúndios (vou estar perguntando...) ao conversar com colegas e clientes.
  11. Evite apelidos (Marcão é Marcos, Vivi é Viviane e por aí vai.), palavrão (P...meu! ) ou gíria (tipo assim, brother, véio, papito, entre outros).
  12. Não confunda sua sala de trabalho com sua sala de estar. Evite ficar de papo furado no seu telefone celular ou da empresa, pega mal para quem passa e sempre te vê pendurado no telefone.
  13. Cuidado com o uso do MSN no horário do trabalho. Procure descobrir qual é o procedimento da empresa e evite ao máximo usar.
  14. Homens e mulheres evitem roer as unhas ou mantê-las na boca. Passa imagem de insegurança.
  15. Ao usar e-mails atenção na escrita e seja breve. Evite envio de e-mails pessoais em sua caixa postal de trabalho. Eles podem ser acessados pela sua chefia, pois a máquina é da empresa e não sua.
  16. Assuma seus erros.
  17. Preste atenção aos níveis hierárquicos da empresa. Você é chefiado por alguém, e é a essa pessoa a quem você precisa responder e acatar ordens.



Especialista dá dicas para quem procura um novo emprego

Newton Ferreira, psicólogo e consultor de Recursos-Humanos, explica que o profissional precisa ter um desenvolvimento contínuo na carreira.

A busca de um novo emprego deve ser encarada com normalidade em qualquer carreira profissional. Assim como uma empresa saudável freqüentemente realinha seus objetivos, suas estratégias e seus recursos, cabe ao profissional que preza pelo seu contínuo desenvolvimento promover ajustes na carreira, e às vezes, isso implica em tentar um novo emprego.

O Professor Newton Ferreira, psicólogo e consultor de Recursos-Humanos, enfatiza que é normal que as pessoas sempre busquem um novo emprego. “O ser humano não está acostumado a se relacionar em um ambiente de trabalho, muitas vezes não tem a competência de discernir o que deve ou não ser levado em consideração e suportar pressões”, explica.

Considerando que a busca de uma nova colocação geralmente é contraditória aos interesses vigentes no emprego atual, surge um impasse nem sempre fácil de ser administrado. Como viabilizar tal busca quando estamos empregados? De acordo com o especialista, para adotar uma postura adequada nessas ocasiões, o empregado que aspira um novo emprego deve antes de qualquer coisa considerar alguns aspectos:

  • Estou seguro de que esse novo emprego que procuro será realmente vantajoso para mim?
  • Posso correr o risco de ficar desempregado caso minha intenção seja descoberta e retaliada?
  • Estou preparado para suportar o stress advindo dessa empreitada?

Para Newton essas são algumas questões fundamentais para quem vive esse momento. “Não pensar nelas indica uma ingenuidade quase inconcebível no atual mundo do trabalho. Permitir um melhor dimensionamento dos riscos e dos benefícios envolvidos, facilita a adoção das posturas mais adequadas que forem possíveis”, ressalta.

Na busca de um novo emprego, um servidor corre realmente um grande risco de adotar atitudes impróprias. O ideal seria que qualquer pessoa que vive essa situação pudesse “abrir o jogo” e a partir daí procurar seu novo emprego de maneira transparente. “ Quando se está procurando um novo emprego, não feche as portas no emprego atual, mantenha uma postura discreta, não contamine seus colegas com comentários maldosos, não abandone seu emprego antes de se recolocar e, o mais importante na hora da troca sempre seja maleável com todos os envolvidos, para que caso o novo emprego não dê certo, há possibilidades de voltar para o antigo ou até mesmo ser indicada por estes em outro lugar”, esclarece o especialista.

O consultor aconselha quando iniciar a busca pelo novo emprego utilizar de networking. “É fazer contatos, coletar informações, fazer perguntas ou apresentar-se para outras pessoas procurando um benefício mútuo. Criando essa rede de relacionamento no mercado de trabalho ajudará a crescer profissionalmente principalmente se conseguir se relacionar com pessoas ou empresas que são melhores que você ou sua empresa em algum campo: (exemplos: maior receita, mais organizado, mais rápido em atender clientes)”, finaliza.


Fonte: Por Newton Ferreira - Administradores


terça-feira, 7 de julho de 2009

Cresce o número de profissionais registrados em CLT nos últimos dois anos

No Brasil, aumentou o número de contratações de profissionais pelo regime de CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). De acordo com a pesquisa "A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros", realizada entre março e abril deste ano pela Catho Online, os trabalhadores com estas condições contratuais somam 79,5%. Esse resultado é 11,6% maior do que o obtido no ano de 2007, quando o percentual era de 67,9%.

"A pesquisa questionou o entrevistado sobre o vínculo empregatício em dois aspectos: tanto como contratante (se está contratando outros com base na CLT) como quanto profissional (se é registrado na CLT). Em ambos os casos percebe-se um aumento do registro formal em carteira", afirma o diretor de marketing da Catho Online, Adriano Meirinho.

Confira abaixo a tabela com a porcentagem de profissionais, a forma de vínculo empregatício e o ano de contratação:
Vínculo Empregatício20072009
CLT67,9%79,5%
Diretor estatutário1,1%1,4%
Prestador de Serviços7%6,1%
Autônomo4,2%2,9%
Informal9%5,1%
Estagiário10,8%5%

Outra constatação do levantamento é que o registro profissional também tem relação direta com a função, a idade e o tipo de empresa em que atua o profissional. Entre os entrevistados de até 25 anos, 82,7% trabalham com o vínculo da CLT. Já entre os consultados acima de 60 anos esse índice cai para 47,9%.

O maior percentual de profissionais que trabalham com os benefícios da CLT são os da faixa etária entre 25 e 30 anos, nos quais 88,3% dos entrevistados disseram que trabalham sob esta condição.

Com relação ao tipo de empresa, 91,7% do quadro de funcionários de multinacionais têm registro em carteira, enquanto nas empresas nacionais o índice é de 80%.

Sobre o estudo
Esta pesquisa foi realizada entre os meses de março e abril deste ano e contou com a opinião de 16.207 participantes, que responderam um formulário online com 299 perguntas, questionando-os sobre estas três dimensões da vida do profissional.

Vale ressaltar que foram levadas em consideração apenas as respostas de profissionais que trabalham em empresas privadas e que possuem mais de 18 anos de idade. O estudo é realizado pela Catho desde 1988.




sexta-feira, 19 de junho de 2009

Não é preciso diploma para exercer jornalismo

Na quarta-feira (17), o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que é inconstitucional a exigência de diploma de jornalismo e registro profissional no Ministério do Trabalho como condição para o exercício da profissão. A não obrigatoriedade do diploma recebeu, em Plenário, oito votos a favor e um contra, do ministro Marco Aurélio.

Para o ministro do STF, Gilmar Mendes, "o jornalismo e a liberdade de expressão são atividades que estão imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensados e tratados de forma separada". Para ele, o jornalismo é a própria manifestação e difusão do pensamento e da informação de forma contínua, profissional e remunerada.

Já para o ministro Ricardo Lewandowski, o jornalismo dispensa diploma e só requer dos profissionais que atuam na área "uma sólida cultura, domínio do idioma, formação ética e fidelidade aos fatos".

Dividindo a mesma opinião, o ministro Carlos Ayres Britto afirmou que Carlos Drummond de Andrade, Otto Lara Resende, Manuel Bandeira, Armando Nogueira e outros destacados jornalistas não possuíam diploma.

A favor do diploma
Divergente a esses votos, o ministro Marco Aurélio afirmou que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional, a qual repercute na vida dos cidadãos em geral. "Ele deve contar com técnicas para entrevista, para se reportar, para editar, para pesquisar o que deva estampar no veículo de comunicação", disse.

Na mesma ocasião, o advogado João Roberto Piza Fontes, que representava a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), advertiu que, se o jornalismo vier a ser exercido por profissionais não qualificados, é uma ameaça à justa remuneração dos profissionais de nível superior que hoje estão na profissão.

De acordo com o presidente da Fenaj, Sérgio Murilo de Andrade, a não obrigatoriedade do diploma foi um golpe duro à qualidade da informação jornalística e à organização da categoria. "Nem o jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação".

Faculdade continua importante
O diretor do Comitê de Relações Governamentais da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Paulo Tonet Camargo, afirmou que a decisão do STF já era esperada e que essa não se trata de uma discussão sobre a importância dos cursos de jornalismo para a formação dos profissionais.

Segundo disse à Agência Brasil, o curso superior não é indispensável para a formação de profissionais do setor. "A ANJ vê a decisão com o entendimento de que os cursos não são pressupostos para o exercício do jornalista", afirmou.

Concursos não exigirão diploma
No caso de profissionais que queiram prestar concurso público na área de jornalismo, o diploma não será mais exigido, de acordo com o ministro Ricardo Lewandowski.

"Talvez se exija uma compatibilidade com a área, como diploma de sociologia, história ou comunicações de forma geral. O que o STF disse é que para o exercício desta profissão de jornalista não se pode exigir especificação, porque é uma manifestação da liberdade de expressão".

De acordo com o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Romário Shettino, os jornalistas serão fatalmente prejudicados em futuros concursos públicos. "É outro prejuízo. Hoje eu tenho um diploma universitário, mas não poderei concorrer a um cargo de nível superior no serviço público porque sou jornalista. Se quisermos virar servidor público, vamos ter de concorrer em nível médio", concluiu.

Reversão difícil
De acordo com o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, será preciso "muita criatividade" por parte dos sindicatos e associações para lidar com a situação.

"A causa vale para todos por ter repercussão geral. Fica difícil buscar uma alternativa por conta da premissa de liberdade de expressão, que está prevista na Constituição. Mesmo uma lei feita hoje pelo Congresso Nacional não valeria", disse, ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, segundo a Agência Brasil.

Ele lembrou que o mercado já se utilizava de profissionais sem diploma e que atuavam como jornalistas e que a decisão pacifica essa questão. Para ele, quem assistiu às aulas terá "vantagem" do ponto de vista do mercado sobre os demais candidatos a uma vaga de jornalista. "Não há exclusividade, mas ele tem habilitação".




Confira como a Copa de 2014 agitará mercado de trabalho no Brasil

Não são somente os membros da comissão técnica, juízes e os jogadores que terão a oportunidade de impulsionar suas carreiras durante a Copa do Mundo de 2014, que acontecerá aqui no Brasil. Longe dos gramados, a estimativa é de que vagas de emprego sejam criadas, e não são somente nas cidades que sediarão o campeonato mundial.

Para se ter uma ideia da grandiosidade do evento para o mercado de trabalho nacional, uma pesquisa realizada pela FGV Projetos, a pedido da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), revelou que a Copa do Mundo de 2014 deverá gerar 3,6 milhões de empregos no Brasil.

E esses empregos não devem ser gerados somente no ano da Copa. De acordo com a consultora de Carreira da Catho Consultoria em RH (recursos humanos), Mayra Fragiacomo, agora, cinco anos antes do evento, o mercado de recrutamento já está se movimentando, estimulado pelas empresas brasileiras.

Antes
A movimentação tem sido mais forte em duas áreas: construção civil e marketing. No primeiro caso, os motivos são óbvios, já que o Brasil não quer fazer feio durante o evento, apresentando estádios em condições precárias.

"Há um grande movimento em construção civil, em infraestrutura, que tem de estar pronta o quanto antes. O movimento não é só de contratação de mão-de-obra menos qualificada, mas de executivos, como gestores de obra, que são cargos mais estratégicos", explicou Mayra.

E erra quem pensa que a infraestrutura se resume aos estádios: "é preciso pensar fora da caixa", ressalta a consultora. O que ela quer dizer é que existe toda uma gama de serviços que está por trás dos holofotes e dos gramados, como hotéis e restaurantes. Uma grande rede de hotéis, exemplifica, já está contratando mão-de-obra para construir unidades novas em cidades-sede.

Além da construção civil, outra área que já está agitada para a Copa é a de marketing focada em esportes. Essa era uma área que já estava aquecida, mas que teve um "agito" fora do comum por conta do campeonato mundial.

"Esse é o momento de plantar, para colher lá na frente", afirmou a consulta. Por isso, muitas empresas já estão procurando eventos e jogadores para patrocinar, com o objetivo de estreitar relacionamentos e, no momento da Copa, ganhar mais visibilidade. A concorrência para conseguir tudo isso vai ser grande e já é preciso escolher no mercado os profissionais mais preparados da área de marketing.

Durante
Depois de montada toda a infraestrutura e de iniciado o campeonato, entram em campo os profissionais que lidarão com a organização do evento: seguranças, guias turísticos, garçons, camareiras e demais profissionais de menor qualificação serão bastante demandados.

De acordo com Mayra, muitas pessoas falam que a Copa gerará empregos "pontuais e temporários", o que está errado quando se estende a afirmação para todos os tipos de emprego. Isso é verdade quando se fala em empregos de menor qualificação, que têm relação direta com o funcionamento do evento.

E esses profissionais, dependendo do desempenho mostrado durante o campeonato, podem sim conquistar uma vaga no mercado de trabalho. "Alguns serão absorvidos, mas outros não", ponderou a consultora.

Depois
Dependendo de como a imagem do Brasil ficar depois da Copa do Mundo de 2014, pode-se ter certeza de que dois mercados sairão mais aquecidos: o de comércio exterior e turismo, de acordo com Mayra.

É fácil de notar isso: se uma empresa percebe que um evento organizado mundialmente por um país foi brilhante, passa a confiar mais nele. Com isso, as companhias desse país ganham mais visibilidade e o número de negócios com o exterior cresce, o que é bom para os profissionais que atuam nessa área.

E aí surge a resposta para o motivo de Mayra pensar que a Copa não gera só empregos temporários: você acha que uma empresa demitiria um profissional estratégico que a ajudou a passar uma boa imagem durante a Copa e que, por isso, movimentou o número de negócios?




Carreira política: pesquisa detalha atuação das mulheres na Câmara

Uma pesquisa da UnB (Universidade de Brasília) comprovou a desvantagem das mulheres na política nacional. Na Câmara dos Deputados, por exemplo, elas representam apenas 8,9% dos parlamentares.

Muito mais do que isso, a pesquisa mostra que as mulheres trabalham em seus projetos assuntos relacionados ao papel histórico do gênero, o que restringe o seu potencial de ação e dificulta uma maior legitimidade das suas ideias e propostas.

As conclusões são da dissertação de mestrado em sociologia "Vozes femininas na política: uma análise sobre mulheres parlamentares na pós-constituinte", conduzida pela socióloga Luana Simões Pinheiro, sobre as 76 deputadas atuantes entre 1987 e 2002.

Universo feminino
A atuação feminina na Câmara, casa que foi alvo da pesquisa de Luana, se concentra em questões típicas do universo da mulher, sendo que 61,6% das 1.273 proposições legislativas apresentadas pelas deputadas são referentes à área social.

Dessas propostas, apenas 4% foram aprovadas. As deputadas que se aventuraram na área de economia, por exemplo, não ganharam muito crédito: apenas uma das 119 propostas foi aprovada. "A reduzida aprovação mostra que a atuação política da mulher ainda não é reconhecida dentro do próprio Congresso. Não ganhou legitimidade", concluiu Luana.

O estudo ainda concluiu que as mulheres participam mais de comissões que tenham assuntos relacionados a questões típicas do mundo feminino. Além disso, em nenhum momento da história da casa, alguma deputada ocupou a Mesa Diretora, espaço privilegiado de exercício do poder de decisão e considerado também uma importante vitrine política.

Vítimas e culpadas
De acordo com a pesquisadora, o fato de as mulheres tratarem apenas de assuntos femininos também tem uma parcela de culpa delas, que acabam incorporando os preconceitos de gênero da sociedade.

Elas encaram o agir em prol de causas consideradas femininas como sua função dentro da Câmara e sabem que o eleitorado cobra ações nesse sentido. E isso faz com que também contribuam para a naturalização desse papel.




Participação nos Lucros e Resultados traz motivação profissional?

Ter um dinheiro a mais no final do ano ou no início é o sonho dos profissionais. Mas, para a maioria, isso já é bastante comum com a chamada PRL (Participação nos Lucros e Resultados). Entretanto, será que essa medida motiva os funcionários da empresa?

Na opinião do consultor do Idort- SP, Laércio Garrido, um funcionário se motiva, principalmente, se ele percebe o impacto do seu desempenho na empresa. "Uma participação nos Lucros e Resultados ideal seria aquela que as suas metas fiquem próximas do funcionário. Assim, cada departamento da empresa teria a sua meta. Dessa forma, com uma meta mensurável de acordo com cada setor da companhia o funcionário luta para alcançar o resultado".

Garrido lembra que o dinheiro conseguido por meio da PRL também é um fator de motivação profissional, mas é temporário. "Uns 15 dias depois que o funcionário recebe ele já estará se programando para o próximo".

Motivação
Para o especialista em gestão estratégica de pessoas e diretor-geral da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos, Laerte Leite Cordeiro, a participação nos lucros enseja maior satisfação das necessidades materiais das pessoas e é sempre indutora de motivação para atuação profissional.

"Mesmo um percentual baixo pode ser motivador para os profissionais que trabalham na empresa. O que não pode é dar uma participação nos lucros que disfarce um nível salarial incompatível com o mercado. Não adianta pagar salários baixos e dar uma participação nos lucros", destaca Cordeiro.

Tanto para Cordeiro quanto para Garrido, quando a empresa aplica de forma adequada a PRL, os profissionais têm uma maior motivação para o trabalho, a moral do grupo fica maior, eles "vestem a camisa" da empresa e há um aumento de produtividade.




quarta-feira, 17 de junho de 2009

No Brasil, 94% das pessoas não se sentem preparadas para a aposentadoria

Os brasileiros estão entre as pessoas que mais se sentem despreparadas financeiramente para a aposentadoria. Segundo o estudo O Futuro da Aposentadoria, feito pela HSBC Seguros, 94% das pessoas do País não se sentem preparadas. O número só não é maior que o registrado na Coreia do Sul e no Japão, de 98% e 97%, respectivamente.

O índice brasileiro também está acima da média global, de 87%. Também estão acima da média locais como México (92%), China (91%), Cingapura (91%), Hong Kong (89%) e Turquia (89%).

No levantamento, a Índia se destaca como o país que se sente mais preparado financeiramente, com apenas 58% das pessoas admitindo a falta de um melhor preparo. Em seguida aparece o Reino Unido, onde 75% das pessoas não se sentem preparadas.

Sem conhecimentos
Entre a população mundial, além dos 13% que se dizem muito bem preparados, 43% afirmam que já fizeram algum planejamento, mas não sabem qual será a renda da aposentadoria.

Já 29% afirmam que não fizeram planejamentos e também não sabem qual será a renda que terão, enquanto outros 14% se dizem totalmente despreparados, sem terem feito nenhum planejamento.

Homens e mulheres
Considerando os resultados globais, 15% dos homens se sentem mais preparados enquanto entre as mulheres esse índice é de 11%. Já entre aqueles que têm um planejamento, mas não sabem qual será a renda, os índices são de 44% para eles e 42% para elas.

Por sua vez, entre os despreparados, são as mulheres que apresentam os maiores índices: 30% delas não fizeram muitos planejamentos e desconhecem a renda que terão ao aposentar-se, e outras 16% não planejaram nada. Entre os homens, esses índices são de 28% e 12%, respectivamente.




Não consegue entregar suas atividades no prazo? Confira qual pode ser o problema!

Na rotina de trabalho, o profissional sempre tem de lidar com prazos. Entretanto, algumas vezes, esse tempo parece curto demais. Diante deste cenário, o que fazer?

"O profissional precisa ter o discernimento de tempo que a tarefa irá precisar para poder se organizar. Se essa tarefa envolve outras pessoas, é necessário calcular um tempo para que essas pessoas entreguem a sua parte", ressalta a consultora de Recursos Humanos do Grupo Soma, Jane Souza. Isso é algo que deve ser conversado com o líder, no momento em que a tarefa for dada.

E quando se está no meio do caminho? Jane alerta que, se o projeto tem um prazo de um mês e faltam 15 dias para o término, mas o profissional percebeu que ele praticamente "não andou", é hora de tentar negociar outro prazo com o líder e não deixar para fazer isso faltando dois dias.

Motivos
Muitas pessoas podem entender que não entregar as tarefas em dia é um sinal de incompetência ou incapacidade, mas isso não é verdade. Na opinião de Jane, fatores como a ansiedade, a complexividade da tarefa e o perfeccionismo ao extremo podem atrasar a conclusão de projetos ou atividades solicitadas pelo líder.

"Às vezes, o profissional tem muita dificuldade com cálculos e esses são essenciais para sua tarefa. Logo, ele levará mais tempo para executá-la. Outro problema é a ansiedade. Além disso, o perfeccionismo ao extremo também é prejudicial. Por exemplo, o funcionário faz dez vezes a mesma coisa e perde tempo em uma mesma tarefa".

Ainda existe a falta de capacidade do profissional de dizer o que é prioridade. Fique atento a isso!

Para driblar esses problemas, a consultora aconselha que o profissional calcule o tipo de dificuldade que ele terá para executar a tarefa. "É preciso analisar etapa por etapa do projeto".

Interpretação do líder
Segundo a consultora, quando um determinado funcionário não consegue entregar suas tarefas no prazo estipulado, o líder pode entender que ele não sabe administrar o seu tempo ou que tem dificuldade no desenvolvimento dessas atividades.

"O líder pode pensar que esse profissional está fazendo coisas de menor importância, como passando um maior tempo ao telefone, por exemplo. Com o passar do tempo - e também devido a outros fatores, como a questão comportamental -, o gestor pode pedir a transferência do funcionário para outro setor da empresa ou até mesmo demitir o funcionário", disse Jane.

Se a pessoa notar que não está conseguindo desenvolver o seu trabalho, mas que em outro setor da empresa ela poderia conseguir, Jane diz que é válido conversar com o líder imediato ou com o departamento de Recursos Humanos para mudar de função.




terça-feira, 16 de junho de 2009

O sucesso do passado não garante conquistas no futuro

O sucesso do passado pode gerar fracasso no futuro se você acreditar que ele será para sempre. Portanto, reflita o que você nega no seu negócio que está precisando urgentemente de sua atenção? O ser humano possui um mecanismo de defesa inconsciente utilizado para reduzir tudo aquilo que é incômodo e desconfortável.

O fato de negarmos sentimentos, pensamentos ou acontecimentos intoleráveis chama-se, segundo a psicologia, negação, ou seja, o que não se admite como verdade. Geralmente, esse mecanismo de defesa entra em ação quando o indivíduo não consegue lidar com situações que por algum motivo considere ameaçadoras e, por incrível que pareça, pode impedir os líderes empresariais de alcançarem melhores resultados ou, até mesmo, falir uma empresa.

A negação é um mecanismo que pode destruir uma empresa em um curto período de tempo. Isso se deve ao fato de alguns líderes acreditarem que possuem os melhores produtos ou serviços e que suas estratégias sempre foram as corretas e continuarão sendo. Será que é preciso levar um tombo para se dar conta da negação? Como evitar isso? Como descobrir se a sua empresa se encontra em negação?

Segundo Jagdish, autor do livro “Os Maus Hábitos das Boas Empresas e Como Fugir Deles”, são três os sinais indicadores da negação: A síndrome do “eu sou diferente”, a de não se admitir idéias vindas de fora e a de se procurar por respostas nos lugares errados. É muito comum um líder deixar-se dominar pela arrogância e não admitir que alguém descobriu uma maneira melhor para fazer algo, principalmente em empresas com gestão familiar onde, por exemplo, existe uma resistência por adotar novas tecnologias e tornar uma operação mais eficiente.

Bom, reconheço que posso estar envolvido pelo hábito auto-destrutivo da negação. Como faço para me livrar dele? Jagdish, apresenta um programa de 4 etapas para colocá-lo no rumo ao caminho certo: Procure, Admita, Avalie e Mude.

Procure
Procure pela síndrome do “eu sou diferente” ao fazer uma auto-análise de como você reage ao fracasso ou sucesso de outras empresas. Você se parabeniza por se achar o melhor? Ou será que estuda esses fracassos procurando comparações entre eles e os seus? E os sucessos, utiliza como referência para otimizar o negócio em que atua?

Examina seus produtos, processos e colaboradores para encontrar resistências a mudança e estilos de gestão ineficazes? Livrando-se assim da síndrome do “não foi inventado aqui”.

Escute atentamente seus líderes, pares, clientes, fornecedores e quem estiver envolvido com seu negócio. Cuide para não procurar respostas em apenas um lugar. Lembre-se que Louis Gerstner, o CEO que tirou a IBM do buraco, só começou o processo de reviravolta quando percebeu que não estava obtendo as informações corretas de seus gerentes, e, em vez disso, resolveu escutar atentamente seus 200 melhores clientes. Portanto, pense se você está buscando as respostas fáceis que irão aliviar a empresa, ou as difíceis que exigirão mudança e vão gerar mais impacto positivo nos resultados a médio e longo prazo.

Admita
Não adiantará apenas procurar pelos sintomas de negação. Quando encontrá-los, vá além e admita que o hábito está presente. Nada como o choque com a realidade para iniciar um processo de mudança. Não está longe de negar quem dúvida em responder e não quer admitir. Na maior parte das vezes as melhores saídas estão no óbvio, o desafio agora é admitir a realidade e fazer o que é preciso.

Avalie
Eu admiti, e agora? Avalie quão profunda é a sua negação. Pode ser um problema superficial, que uma mudança de sistema ou aposentar uma linha de produtos resolva, como pode ser tão profunda quanto à cultura de uma empresa.

Mude
Buda dizia “Aprender é mudar”. Portanto, se a sua empresa criou uma cultura de negação profunda na qual as pessoas acreditam que “não pode acontecer aqui”, a mudança será difícil. Investir no auto-desenvolvimento dos colaboradores, no diálogo com as equipes multidisciplinares e procurar ler nas entrelinhas do negócio poderá contribuir com que a mudança flua naturalmente.

Nos estudos feitos pelos psicólogos, fica claro que a negação é uma reação humana básica, um mecanismo de defesa seguro utilizado para evitar confrontos que podem nos machucar sentimentalmente. Uma empresa possui pessoas que lidam com sentimentos, necessidades e desejos. Eis o nosso grande desafio: contribuir com a longevidade da organização por meio do desenvolvimento das pessoas e que, conseqüentemente, aprenderão a tirar proveito do contato com a realidade superando a negação.

Encarar a realidade pode ser doloroso, mas esconder-se dela pode significar o fracasso no imperdoável mundo dos negócios.

Carlos Cruz atua como Coach Executivo e de Equipes, Conferencista em Desenvolvimento Humano e Diretor da UP TREINAMENTOS & CONSULTORIA.




Manter a postura corporal pode ser o segredo em entrevistas demissionais

Para enfrentar a entrevista demissional, o segredo pode estar em uma postura corporal adequada. "Uma dica para os profissionais agitados é arrumar o corpo na hora da entrevista. A pessoa precisa sentar da forma mais ereta possível, sem cruzar as pernas, pois estudos comprovam que, ao tomar esse cuidado, a pessoa começa a arrumar a sua mente", destaca o consultor do IDORT, Antônio de Jesus Limão.

Ao tomar esse cuidado, o profissional pode conseguir ter um controle emocional, sabendo separar a razão da emoção. A consultora Eunice Mendes diz que ter domínio sobre o corpo ajuda a conquistar mais segurança nas situações em que o profissional está no centro das atenções.

"Busque harmonia entre os gestos e as palavras, entre a linguagem corporal e a oral, pois, desse conjunto, depende uma comunicação clara e precisa. O não-verbal deve iluminar o conteúdo da mensagem e não ser uma sombra, que só fará diminuir o poder e a dimensão positiva das ideias".

Quem organiza a entrevista?
Segundo o consultor, geralmente, as entrevistas demissionais são organizadas pelo departamento de Recursos Humanos da empresa e não pelo gestor responsável por esse profissional, já que ele teve um envolvimento direto com a pessoa demitida.

Algumas organizações também possuem um programa de demissão bem definido, no qual o funcionário demitido recebe orientações. "Há empresas que verificam com o funcionário qual é o seu grau de dependência desse vínculo empregatício e o ajudam por meio de um programa de empregabilidade", afirmou AJ Limão.

O que falar?
Antes de sair falando mal dos seus colegas de trabalho ou encontrando razões para justificar os erros cometidos, o consultor do IDORT alerta que é preciso focar nos fatos, e não nas pessoas.

"O segredo nesse momento é que o profissional responda apenas o que lhe foi perguntado, com o máximo de objetividade possível. Geralmente, a tendência é que o profissional fale tudo o que pensa".

Além disso, A.J Limão ressalta que o profissional deve procurar não fechar as portas. "O mundo dá muitas voltas e o profissional pode encontrar esse gestor em outra empresa".




Dois lados da história: é importante saber fazer e aceitar correções no trabalho

Você se esforça para fazer o trabalho, demora dias para terminá-lo, acha que está perfeito, mas, ao final, é corrigido. Como você age diante dessa situação?

Se você se incomoda frequentemente com as correções que são feitas em seu trabalho, saiba que isso é sinal de imaturidade. Agora, se aceita essas correções, saiba que não é sinal de fraqueza.

"Submissão é a disposição para aceitar a liderança daqueles que são responsáveis profissionalmente por liderar nossa vida. Algumas pessoas entendem que a liderança significa força e que a submissão implica fraqueza. Porém, a verdadeira submissão é a evidência de flexibilidade, de confiança e de humildade. É a qualidade dos campeões e o portão para a promoção", avaliou a headhunter e diretora executiva da Catho Amazonas, Paula Pedrosa.

De acordo com ela, os profissionais devem perguntar aos líderes, rotineiramente, quais mudanças recomendariam que fizessem nas tarefas diárias. Assim, no lugar de abrir espaço para correções, eles estariam aumentando o nível de excelência de seu trabalho.

O outro lado
Muitas vezes, é difícil diferenciar correção de crítica. Além disso, é mais fácil receber a correção de um mentor ou de um amigo leal. Por outro lado, é difícil aceitar a correção de um crítico ou de uma pessoa com a qual não se tem intimidade.

Por esses motivos é que as pessoas também tem de ter cuidado ao fazer correções. "Seja sensível sobre o momento de compartilhar suas observações com seu colega. Quando as pessoas têm dias difíceis no escritório, espere, pacientemente, a hora apropriada para falar sobre as mudanças", recomendou Paula.

A headhunter contou que existem pessoas que aceitam as correções, e que mudam com alegria. Outras, por sua vez, se frustram com as mínimas correções, mesmo que sejam valiosas. O resultado é que a liderança pode acabar por limitar as responsabilidades destas, o que as mantêm em um nível mais baixo na vida profissional.

"Infelizmente, elas nunca vão provar a recompensa da grandeza máxima nem a experiência de ter prosperidade. Correções aceleram a promoção, a provisão e a liderança em sua vida. Aceite isso, deseje isso. O sucesso em sua vida profissional depende da habilidade em aceitar a correção. Suas falhas não irão, necessariamente, desqualificá-lo. Mas sua atitude pode", finalizou.