A imprudência de moradores é apontada como a principal causa dos incêndios que acontecem nas vegetações ressecadas de terrenos baldios em Ji-Paraná neste período de estiagem. No perímetro urbano, podem trazer perigo para residências perto do local onde surgem os focos de chamas. Os dias quentes e secos também são ideais para a ocorrência de incêndios nas margens de estradas, que prejudicam a saúde, o meio ambiente e causam prejuízos econômicos.
O corpo de bombeiros de Ji-Paraná faz um apelo à população para que não realize queimadas. Segundo o cabo da corporação, Elys Franco, o longo período de estiagem e a baixa umidade relativa do ar facilitam a propagação do fogo e a perda do controle sobre a queimada.
Ele informou que, nesta época, são registradas de três a cinco ocorrências de incêndio. Em um mês, o Corpo de Bombeiros chega a registrar 150 casos de incêndios.
O cabo Franco recomenda a realização de roçadas e limpeza dos terrenos desocupados, bem como que seja evitado qualquer tipo de queimada, mesmo a de lixo ou queima de folhas ou galhos retirados das árvores. “Algumas pessoas perdem o controle do fogo e acabam ligando desesperadas por causa de um incêndio. Até mesmo quando a vegetação está muito seca, o sol batendo em vidros e latas podem iniciar um incêndio”, afirmou Franco.
O período de julho e agosto é considerado crítico nos casos de incêndios em vegetação.
O corpo de bombeiros alerta para os riscos e transtornos causados pelas queimadas. A fumaça e produzida pelas queimadas são as principais reclamações dos moradores que ligam para os bombeiros para serem levadas ao hospital.
O grupamento dispõe de duas viaturas com capacidade para 10 mil litros de água e de seis mil para atender chamadas de incêndio.
As queimadas também podem provocar acidentes de trânsito, em especial nas rodovias. A fumaça invade a pista e dificulta a visibilidade. Por isso, a orientação é que os motoristas fiquem atentos, reduzam a velocidade e liguem os faróis.
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