segunda-feira, 18 de maio de 2009

Poupança: continuar ou não investindo?

Continuar ou não a investir na poupança? Essa pergunta está muito na moda depois do anúncio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de mudanças na poupança e nas regras de cobrança de imposto de renda para os fundos de investimento, que vem causando grandes debates na sociedade. Mas, a resposta não pode ser generalizada e não tem nada a ver com essas mudanças. Ela depende diretamente do objetivo do dinheiro investido.

Em uma análise rápida, chega-se a conclusão que é pequena a parcela da população que possui essa quantia nas poupanças, levantamento divulgado pelo Ministério da Fazenda mostrou que havia 600.894 contas com saldo de R$ 50 mil a R$ 100 mil em dezembro de 2008. As contas com valor acima de R$ 50 mil são apenas 1% do total.

Esses dados mostram dois problemas, são poucas as pessoas que realmente poupam, e, muitas dessas, ainda não sabem investir corretamente. Como mostro em meu livro Terapia Finaceira (Editora Gente), se a pessoa não sober porque ela está poupando, todo esse esforço não vai valer a pena, pois, esse dinheiro acabará no primeiro impulso consumista.

Assim, um dos pilares fundamentais da Metodologia DiSOP é Sonhar, isto, é refletir e definir os objetivos que pretende atingir para utilizar o dinheiro de forma focada. Sabendo qual melhor investimento que dependerá do tempo para realizar o objetivo que pode ser de curto, médio e logo prazo.

E aí está o outro grande problema dessa comoção com a taxação da poupança: o valor de R$50.000,00 é alto assim o poupador não diva deixá-lo em apenas um tipo de investimento, pois é arriscado e não otimiza a rentabilidade. Uma pessoa educada financeiramente, quando atinge uma faixa de R$25.000,00 poupado em um tipo de aplicação, começa a ver as vantagens de partir para uma bolsa de investimento, com variados tipos de aplicações.

Assim, fica claro que as mudanças anunciadas pelo governo são importantes, mas, antes de entrarmos em pânico por causa delas, temos que nos preocupar com uma coisa muito mais importante, que é a educação financeira. Só assim a grande maioria da população poderá se preocupar em onde aplicará os R$50.000,00 que possuem de reservas!

Fonte: www.administradores.com.br



Nenhum comentário:

Postar um comentário