
Descobrimento do Brasil
Segundo relata Pero Vaz de Caminha em sua carta, um dos poucos documentos que nos chegaram, “... houvemos vista de terra! A saber, primeiramente de um grande monte, muito alto e redondo, e de outras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos; ao qual o monte alto o capitão pôs o nome de ‘O Monte Pascoal’ e à terra ‘A Terra de Vera Cruz’”.
Desde que D. Henrique criara a famosa Escola de Sagres e reunira os melhores gênios de sua época, Portugal despontava como a potência naval da época, muitas décadas à frente de todas as demais nações européias.
As 13 naus de Pedro Álvares Cabral zarparam de Lisboa na manhã do dia 9 de março de 1500 onde além do objetivo de procurar as especiarias nas Índias, Portugal levava consigo missionários para converter os povos à religião católica.
Chega o domingo da Páscoa, 19 de abril de 1500. Após longos dias em alto mar, a esquadra já se encontrava próxima do Brasil. Dois dias depois, eles encontrariam os primeiros sinais da Ilha de Vera Cruz!
Pero Vaz de Caminha que fora escolhido para ser o contador da feitoria de Calicute (onde morreu alguns meses após deixar o Brasil), legou-nos uma carta de grande valor literário e histórico, considerada como a Certidão de Batismo da Terra de Santa Cruz.
Com precisão minuciosa, a carta de Caminha evidencia a atitude cordial dos índios e dos portugueses. A carta é a única fonte que nos resta relatando os primeiros contatos com os nativos.
Depois de alguns dias de trocas e amabilidades, em que índios subiam a bordo das caravelas e os portugueses se misturavam com eles, cantando juntos e trocando presentes, cria-se um clima de amistoso convívio.
Ao longo dos dez dias que passou no Brasil, a armada de Cabral tomou contato com cerca de 500 nativos. Eram os tupiniquins - uma das tribos do grupo tupi-guarani que, no início do século XVI, ocupava quase todo o litoral do Brasil. Os tupi-guaranis tinham chegado à região numa série de migrações de fundo religioso (em busca da "Terra Sem Males"), no começo da Era Cristã. Os tupiniquins viviam no sul da Bahia e nas cercanias de Santos e Betioga, em São Paulo. Eram uns 85 mil. Por volta de 1530, uniram-se aos portugueses na guerra contra os tupinambás-tamoios, aliados dos franceses. Foi uma aliança inútil: em 1570, já estavam praticamente extintos, massacrados por Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil.
No sábado pela manhã se iniciaram os preparativos para a saída em direção à Calicute. Pedro Álvares Cabral designou que a nau dos mantimentos seguisse para Portugal relatando o “achamento” da Terra de Vera Cruz. Os mantimentos foram, então, distribuídos entre as demais embarcações. Essa nau, comandada por Gaspar de Lemos, levava as cartas que Cabral, todos os capitães, vários escrivães, os principais religiosos e os fidalgos mais nobres, além das cartas de vários marinheiros, enviaram para Portugal, entre elas a carta de Pero Vaz de Caminha e a do Mestre João, as únicas que chegaram até nós.
Dois degredados são deixados em solo brasileiro para aprenderem a língua e o costume daquele povo ainda desconhecido. Ao mesmo tempo, cinco outros marinheiros desertam, preferindo ficar na formosa terra descoberta a enfrentar as incertezas do mar. Quanto a esses cinco desertores, a história não registra o seu destino. Os degredados foram resgatados, vinte meses depois, por uma nova expedição enviada de Portugal após o regresso de Gaspar de Lemos com a notícia do descobrimento. O comandante dessa nova expedição era o rico e culto florentino, Américo Vespúcio.
Dia Mundial do Planeta Terra
Dia em que devemos parar e pensar a respeito do nosso futuro neste planeta. Cuidemos de nossa casa.
Dia do Livro
Dia da Comunidade Luso-Brasileira
Fonte: www.quediaehoje.net
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